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Penteados para cabelo curto: inspire-se nas famosas e aprenda a variar o look

Ginnifer Goodwin é uma das famosas que investe em texturas diferentes com o cabelo curto (Foto: Getty Images)Ginnifer Goodwin é uma das famosas que investe em texturas diferentes com o cabelo curto (Foto: Getty Images)

As mulheres de cabelo curto constantemente sentem que não têm opção para variar o look. De fato, para elas parece mais difícil brincar com o visual já que não têm comprimento o suficiente para sair do comum. No entanto, existem opções de penteados para mulheres de cabelo curto que podem entrar para o seu repertório.


O mundo das celebridades também está repleto de referências incríveis – que vão de um simples slick hair (o cabelo puxado para trás com bastante gel), até uso de acessórios em massa para deixar produção com uma cara mais moderna ou feminina, dependendo da ocasião e do estilo pessoal de cada uma. “Os acessórios são ótimos na questão da praticidade: uma tiara, alguns grampos, presilhas e headbands são ótimas para dar um incremento a mais no look e mudar completamente a cara do visual”, diz a hairstylist Eduarda Rodrigues, do Eduarda Rodrigues Studio Hair & Spa.


Segundo a profissional, uma forma de você garantir mais opções de penteados usando o próprio cabelo é pensar em um corte que seja um pouco mais versátil do que o joãozinho – não que ele deixe de ser incrível para qualquer mulher por causa disso. “Cabelos curtos com uma lateral mais comprida, ou com uma franja, ganham mais versatilidade. Nesse comprimento maior, seja na lateral ou na franja, podemos brincar com texturas, usando babyliss para dar volume, chapinha, para deixar os fios lisos ou uma pomada modeladora, para dar forma. É o corte que faz com que o cabelo curto, mesmo com poucos fios, tenha um caimento e movimento diferenciado, permitindo múltiplas versões”, explica ela.


COMO CRIAR PENTEADOS PARA CABELO CURTO?


O principal é você ter a mãos os acessórios certos. Um bom secador e uma escova adequada para o seu tipo de cabelo são a porta de entrada para brincar com acabamentos diferentes. Em seguida, vem os cosméticos adequados para o que você pretende fazer.


“Produtos que deem textura como uma pomada modeladora, mousse de volume e shampoo seco são essenciais para modelar o cabelo e dar a forma desejada. Para as cacheadas, um ativador de cachos garante o volume poderoso e valoriza o rosto!”, diz Eduarda.


Segundo a profissional, muitas mulheres se prendem no comprimento e esquecem que é possível variar a produção mesmo quando você não tem um cabelo à la Kim Kardashian.  A franja, por exemplo, pode ser alisada e jogada para a lateral, dando um ar mais feminino, ou encurtada e bagunçada, para um look moderno. Produtos como ceras ou pomadas são boas aliadas para variar a textura. Os fios também podem ganhar volume com o uso de um leave-in específico antes da secagem, sem deixar o visual pesado. Mudar a posição da risca do cabelo é outra forma de renovar o look, repartindo os fios ao meio, de lado ou até completamente para trás”.


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Todo poder às curvas! 8 modelos plus size que estão roubando a cena no mundo da moda

Ashley Graham (Foto: Divulgação)Ashley Graham (Foto: Divulgação)

Única modelo a aparecer na lista das 100 pessoas mais influentes de 2017, da revista “Time”, Ashley Graham é a prova de que a indústria da moda precisa rever seus padrões de uma vez por todas. Em tempos de musas fitness, que ganham as redes com suas silhuetas superenxutas, as modelos plus size começam a roubar a cena, das passarelas às redes sociais, com uma mensagem clara: a moda é, sim, para todas!


No último NYFW, Ashley foi a grande estrela de dois importantes desfiles, Michael Kors e Prabal Gurung. No segundo, riscou a passarela ao lado de Candice Huffine e provou que o clamor por mais diversidade no universo fashion vem, pouco a pouco, surtindo efeito.


Esqueça as Angels! A seguir, confira as modelos nas quais você precisa ficar de olho a partir de agora.


ASHLEY GRAHAM
Aos 29 anos, a norte-americana já fez história ao se tornar a primeira modelo “fora dos padrões” ao posar de biquíni para a capa da edição de verão da revista esportiva “Sports Illustrated”. Depois disso, viu seu nome estampado nas principais publicações de moda do mundo. Com 4 milhões de seguidores no Instagram, ela é definitivamente a top da vez!

Fluvia Lacerda (Foto: Reprodução Instagram)Fluvia Lacerda (Foto: Reprodução Instagram)

FLUVIA LACERDA 
Apesar de ter nascido no Brasil, Fluvia, 36, que já foi chamada de “Gisele Bündchen plus size”, viu sua carreira deslanchar mesmo no exterior. Depois de se mudar para os Estados Unidos, há dez anos, para estudar inglês, precisou trabalhar como babá e faxineira para driblar as dificuldades financeiras. Até que, em 2003, foi descoberta por um olheiro dentro do ônibus. Entre seus feitos históricos está o fato de ter sido a “primeira gorda a ser capa de uma edição de aniversário da revista Playboy”, em suas próprias palavras. Em breve, sua história vai virar livro!

Jennie Runk (Foto: Reprodução Instagram)Jennie Runk (Foto: Reprodução Instagram)

JENNIE RUNK
Depois de estrelar a campanha de 2013 da H&M, a norte-americana de 27 anos passou a figurar na lista das modelos do momento. Engajada, levanta não só a bandeira das mulheres plus size, como também pelos direitos LGBTs. Jennie é casada há seis meses com a ativista Andria May-Corsini. “Não existe nenhum glamour em abraçar um só tipo de corpo”, declarou.

Saffi Karina (Foto: Reprodução Instagram)Saffi Karina (Foto: Reprodução Instagram)

SAFFI KARINA 
Esta londrina de 27 anos já foi rejeitada por uma agência de modelos, onde trabalhava há dois anos, por ser “grande demais”. Na época, vestia manequim 40. Decidida a abraçar suas curvas – “meus quadris são deste tamanho e não vão mudar de maneira nenhuma” -, adotou uma rotina sem restrições e, quando alcançou o manequim 46, voltou a modelar. Desta vez, como plus size. Desde então, tem sido estrela de diversas campanhas publicitárias, como as das marcas Debenhams, Speedo, John Lewis e Bravissimo.

Justine Legault (Foto: Reprodução Instagram)Justine Legault (Foto: Reprodução Instagram)

JUSTINE LEGAULT
Uma das modelos a encabeçar a campanha #ImNoAngel (Não sou Angel), que se posicionou contra os padrões discrepantes enaltecidos pela Victoria’s Secret, a canadense de 30 anos já estampou capas importantes e chegou a ser comparada a Georgia May Jagger. Para chegar ao post de uma das modelos mais aclamadas da vez, ouviu muitas críticas, mas sua autoestima permitiu que nada a abalasse.

Tara Lynn (Foto: Reprodução Instagram)Tara Lynn (Foto: Reprodução Instagram)

TARA LYNN 
Natural de Seattle, nos Estados Unidos, a top de 34 anos já sofreu bullying na infância por ter sido uma criança gordinha. Ex-garota-propaganda da coleção de swimwear da H&M, ela já estampou as maiores capas de revista de moda do mundo. Hoje, além de modelar, está diretamente ligada a organizações que prestam apoio a meninas que sofrem com distúrbios alimentares.

Candice Huffine (Foto: Reprodução Instagram)Candice Huffine (Foto: Reprodução Instagram)

CANDICE HUFFINE 
Primeira modelo plus size a fotografar para o famoso Calendário Pirelli, em 2015, e uma das modelos que alçaram a campanha #ImNotAngel nas redes, Candice tem deixado sua marca nas principais semanas de moda internacionais. A norte-americana de 32 anos, desfilou na última temporada do NYFW para as grifes Prabal Gurung, Sophie Theallet e Christian Siriano vestindo looks da coleção comercial de todas elas. Fora das passarelas, criou o projeto “Project Start” em parceria com a revista “Women’s Running” para encorajar mulheres a praticarem corrida. Afinal, o esporte também é para todas!

Hunter McGrady (Foto: Reprodução Instagram)Hunter McGrady (Foto: Reprodução Instagram)

HUNTER MCGRADY
Uma das mais jovens entre as colegas, a californiana de 23 anos, segue os passos de Ashley Graham e, este ano, estampou a tão disputada capa de verão da “Sports Illustrated”. Hunter começou sua carreira aos 16, mas os quadris largos a impediram de abraçar muitas oportunidades. Três anos depois, se tornou top plus size, mas prefere evitar o termo, que, segundo ela, promove a segregação. Com mais de 240 mil seguidores no Instagram, ela não hesita em exibir uma beleza sem retoques na rede, expõe sem receios suas estrias, celulites e acnes.


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Saiba como as musas das escolas de samba se preparam para o Carnaval

escola-de-samba-3Quitéria Chagas conta como se prepara para o Carnaval (Foto: Divulgação)

O Carnaval ainda parece longe, mas é um fato que as principais musas das escolas de sambas estão trabalhando duro para ficarem com o corpo em dia para desfilarem na Sapucaí. Pode parecer fácil colocar um salto alto e sambar por toda a avenida, mas a verdade é que os destaques do Carnaval carioca passam meses cuidando do corpo, da alimentação e da pele para arrasarem no dia do desfile e fazerem bonito com o samba no pé.

Por isso, Marie Claire revela agora alguns dos principais segredos de beleza das passistas das escolas de samba do Rio de Janeiro, confira:

Quitéria Chagas, Escola Império Serrano
Depois de três anos afastada, Quitéria volta para a Avenida depois de se tornar mãe. Ela, que é estudante de psicologia e doula, chegou a pesar 90kg durante a gravidez, mas perdeu 40kg em um ano e se prepara para fazer o seu retorno na Sapucaí. “Tinha resolvido parar com o Carnaval, mas é uma paixão e depois de ter recebido o convite para voltar, aceitei na hora! Emagreci bastante, estou com meu corpo da adolescência e estou fazendo tratamentos estéticos com a Mara Martins, do Studio Carminati, unindo a musculação e a uma dieta balanceada”.  Dentre os tratamentos escolhidos, estão a radiofrequência e a carboxiterapia, que promove a oxigenação da pele.

Amanda Pinheiro, Estação Primeira de Mangueira
Musa da escola há 3 anos, Amanda alterna exercícios físicos com musculação, além de uma dieta regrada e tratamentos estéticos na Clínica Vidhera. “Gosto de me cuidar, malho e faço dieta com acompanhamento da minha nutri, sempre carrego minha marmitinha com comida para não correr o risco de comer algum alimento que saia da dieta. Amo pegar sol e sempre vou à praia. Estou fazendo tratamentos estéticos na Vidhera e malho todos os dias. Também sou muito vaidosa e toda semana faço hidratação nos cabelos, para os fios ficarem bem lindos para o dia do desfile”.

Raíssa de Oliveira, Beija-Flor
A rainha de bateria da Beija-Flor não dá descanso para os cuidados com o corpo. Ela faz exercícios todos os dias e se preocupa com a sua alimentação sempre. “Eu faço muitos tratamentos estéticos, adoro drenagem, mantas e como sou viciada nesses tratamentos, eu vejo resultado imediato! Eu também sou bem preocupada com a alimentação, mas não privo de comer o que quero. Mas agora a minha dieta está intensa e bem radical. O que me preocupo próximo ao Carnaval é com o bronzeamento, estou fazendo o bronzeamento com fitinha na laje, pois gosto de ficar bem bronzeada”.

A esteticista Cristiane Boneta, dá mais detalhes sobre os tratamentos que Raíssa faz: “Faço massagem modeladora, corrente russa e radiofrequência, para estimular colágeno e manter a pele mais firme. Além disso, a Raíssa também é adepta a uma novidade, a ortodetox, um tratamento que mistura detox e medicina ortomolecular”.

Bianca Salgueiro, Acadêmicos do Salgueiro
Dentre as práticas escolhidas pela musa do Carnaval, estão o spinning e a musculação. Tudo para manter as curvas em forma. “Não faço dieta! Me alimento super bem parar estar disposta e com gás parar encarar a Sapucaí!”, diz ela, que, no entanto, investe em massagens modeladoras, drenagens linfáticas e massoterapia, que ajuda na eliminação da gordura localizada.

Erica Paes, Grande Rio
Prestes a estrear na televisão na novela A Força do Querer, da Globo, a lutadora de MMA alterou um pouco a sua rotina para ser um dos destaques do quinto carro alegórico da escola de samba. “Toda semana faço ultracavitação, endermo, massagem modeladora e drenagem linfática, para redução de medidas para tirar retenção de líquidos e para modelar o corpo”, explica ela.

Além disso, ela alterou bastante a sua alimentação, principalmente porque está longe das lutas e percebeu uma necessidade de prestar mais atenção ao que come. “Atualmente, por estar afastada dos octógonos, e por estar na nova novela meu médico, Dr. Márcio Tannure, e minha nutróloga, Dra. Lia Correia, modificaram minha suplementação e minha alimentação. Há cinco meses sigo a dieta paleolítica”. Além disso, ela preparou toda uma rotina pré-desfile para arrasar na Sapucaí. “Darei tudo de mim para sair campeã. Farei desidratação por dia que é um procedimento de atleta, no qual não tomamos água normal e, sim, água destilada e entrarei na dieta vegana. Entrarei na Marques de Sapucaí da mesma forma que subo no octógono… Focada na vitória!”.

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Alicia Kuczman: “Voltei a ser modelo após ser excluída por um problema de saúde”

Alicia Kuczman, 23 anos (Foto: Divulgação)Alicia Kuczman, 23 anos (Foto: Divulgação)

“Nasci em Cascavel, cidade de 300 mil habitantes no Paraná. Minhas lembranças do passado não se parecem nada com as típicas de quem cresce no interior. Apesar de adorar estudar, detestava ir ao colégio. Só tirava notas altas, mas não tinha amigos. Andava pelos corredores com um livro aberto cobrindo o rosto. Eu era diferente e sofria agressões por causa disso. O auge foi a comunidade dedicada a mim no Orkut. ‘O que você faria se a Alicia estivesse se afogando?’ era a pergunta de uma enquete. As opções eram ‘Cuspia nela’, ‘Chutava’, e por aí vai. A última alternativa era de longe a mais clicada: ‘Todas as anteriores’.


Chorava para não ir ao colégio, mas minha mãe trabalhava num hospital, como assistente social, e ficar em casa com meu pai, Osvaldo, 57, era outro pesadelo. Ele é um engenheiro inteligentíssimo, porém bipolar. Minha memória mais longínqua é de ele me batendo sem motivo. Tinha só 3 anos e sabia que não havia feito nada para merecer aquela surra. A cena se repetia a cada vez que ele mudava de humor com ataques físicos ou verbais. Ele me chamava de burra, dizia que eu não ia dar em nada, me mandava parar de importuná-lo com a minha ‘voz de taquara rachada’. Minha mãe, Herta, 54, passava a maior parte do dia fora e, na maioria das vezes, não presenciava nada. Quando meu irmão, Vinícius, três anos mais novo, e eu contávamos a ela o que havia acontecido, ela explicava que aquilo era reflexo da doença psicológica de meu pai. Mas, para mim, não era desculpa. Só eu sabia o que passava.


A forma que encontrei de me proteger foi criar meu próprio mundo. Minha diversão era costurar e bordar as roupas que inventava. Aos 11 anos, comprei uma pilha de revistas de moda num sebo e forrei as paredes do meu quarto com minhas preferidas. Sonhava um dia me ver estampada em uma página daquelas, embora não me achasse bonita o suficiente para estar ali. Mesmo com pouco mais de 50 quilos distribuí­dos em 1,77 metro de altura, cabelos louros levemente ondulados e olhos azuis.


Aos 12, me matriculei num curso de corte e costura para fazer peças mais elaboradas, como a calça de cintura alta que ainda não havia chegado à cidade. Cheguei a pensar que poderia ter uma marca. Assim, entraria no fascinante mundo da moda. De tanto falar no assunto, convenci minha mãe a me acompanhar em pequenos testes de modelo que apareciam em Cascavel. ‘Você é muito pequena’, diziam. ‘Ainda não está na idade.’ Eu insistia, insistia, e ela acabava me levando de novo e de novo ouvindo que ainda não estava pronta para ‘modelar’.


Em uma tarde de 2009, descobri que estavam convocando meninas em Cascavel para uma seleção. As escolhidas iriam a Florianópolis se apresentar para agências de São Paulo em busca de new faces. Minha mãe conseguiu uma brecha no trabalho e me acompanhou no teste. Fiquei eufórica quando o booker nos chamou de canto. ‘Essa menina tem tudo para acontecer’, disse a ela. ‘Precisa ir para Florianópolis.’ Pela primeira vez, achei que meu sonho poderia virar realidade. A coisa que mais queria na vida era sair daquela cidade. Mas ainda havia um problema: não tínhamos dinheiro para viajar. Apesar de nunca ter faltado nada em nossa casa, vivíamos com tudo muito contado. Mas o pessoal da agência queria tanto que eu participasse daquela seleção que conseguiu um desconto e nós fomos.

Aos 3 anos, meu pai me espancava sem motivo”


Embarquei com minha mãe para Santa Catarina num ônibus lotado de meninas altas, bonitas e cheias de sonhos. Ficamos hospedadas no mesmo hotel onde o teste aconteceu. No grande dia, conversei com cada um dos agentes, enfileirados atrás de uma mesa comprida. Eram muitos, algum haveria de me escolher. Levei um susto quando soube que quase todos queriam trabalhar comigo, a dificuldade agora era decidir por um só. Três meses depois, com 16 anos, estava trabalhando na extinta Lumière, morando em São Paulo num apartamento da agência com outras 11 garotas – nenhuma das que foram comigo para Florianópolis. Durante um ano e meio, participei de castings e mais castings, mas pouca coisa acontecia. Sem dinheiro, me alimentava de bolachas e croissant de pacote, até papel higiênico tive de pedir emprestado. Já estava com tudo pronto para pegar o caminho de Cascavel e abandonar a (tentativa de) carreira, quando fui fazer meu último trabalho, um lookbook de uma marca de roupas.


Durante o shooting, o maquiador e o fotógrafo me chamaram para conversar. ‘Você tem de mudar de agência’, disseram. Ligaram para a Way (a mesma de Carol Trentini e Alessandra Ambrósio) e me indicaram. Desde a semana em que pisei ali, nunca mais parei de trabalhar. Um mês depois, fui a recordista de desfiles do Fashion Rio e segui para as semanas de moda de Nova York, Milão e Paris. Minha vida agora era pelo mundo. Foi durante um ensaio de moda que conheci o diretor de cinema Marcos Mello, 35. No último dia de trabalho, ele, que estava capturando imagens em vídeo, me pediu para dançar em frente à câmera. ‘Tu acabas de ganhar um marido’, disse no fim. Saímos dois dias depois e, desde então, não desgrudamos mais. Isso já faz quatro anos e meio. A vida parecia muito melhor do que eu havia imaginado.

Alicia Kuczman (Foto: Reprodução/Instagram)Alicia Kuczman (Foto: Reprodução/Instagram)

Nas poucas vezes que voltava a Cascavel, duas por ano, olhava aqueles paredes cobertas por revistas e achava graça. ‘Trabalhei com aquela ali’, dizia para minha mãe. ‘Essa que está perto da porta ficou minha amiga’, mostrava outra. Ela vibrava com minha felicidade. Diferentemente do meu pai, que continuava me atacando nas crises e não se conformava de eu ter parado de estudar no fim do ensino fundamental.

Não tinha dinheiro. Me alimentava de bolachas”


Nos dois anos seguintes, fiz sucesso, ganhei dinheiro. Morava em um apartamento alugado em Nova York, vivia para lá e para cá. Trabalhava até 36 horas seguidas com a maior disposição. Fiz campanhas para Osklen e Alexandre Herchcovitch, posei para as principais revistas do mercado – Marie Claire entre elas. Era uma vida cansativa, mas eu não tinha do que reclamar. Em meados de 2013, me percebi inchada pela primeira vez. No corpo e principalmente no rosto. Mas não liguei. Como tomava um remédio regular para meu hipotireoidismo [inflamação da tireoide, glândula que, entre outras coisas, controla o metabolismo] desde os 11 anos, achei que era uma disfunção passageira. Mas um dia, aterrissando em Nova York, comecei a sentir dores absurdas do lado direito da barriga. Por sorte, Marcos estava comigo e me levou correndo para o hospital. Fizeram milhões de exames e não descobriram nada. Tomei uma, duas, cinco doses de morfina e continuava urrando, com o corpo contorcido e vomitando bílis sem parar. Horas depois, descobriram: estava com um cisto de 6 centímetros no ovário, que gerou um deslocamento do órgão – até hoje não confirmaram se a doença tem relação com a tireoide, mas acredito que sim. Os médicos disseram que precisavam operar às pressas e não podiam garantir que o ovário seria salvo.

Me achavam magra demais. Perdi trabalhos”


A cirurgia foi um sucesso, mas minha barriga ficou inchada por duas semanas. Tinha vários contratos fechados no Brasil e todos foram cancelados. Ninguém podia esperar por mim. A dor passou, mas fiquei oito meses sem menstruar. Mesmo assim, não voltei logo ao médico. Displicência minha que teve graves consequências. Em abril de 2014, fui passar dois meses na Austrália a trabalho. Apesar de feliz, me sentia fisicamente esquisita. Vivia com fome, comia loucamente e emagrecia sem parar. Minha calma habitual foi substituída por acessos de irritação incontroláveis. Durante esse período, não fiz nenhum trabalho. Meu agente dizia que o mercado estava me achando magra demais. Havia acabado de acontecer um caso de anorexia na Semana de Moda de Sydney que ganhou repercussão na imprensa e, definitivamente, eu estava fora dos padrões. Na mesma época, comecei a adoecer por qualquer coisinha. Tomava um vento, tinha sinusite. Esfriava, ficava gripada. Ainda comia um quilo de castanhas por dia e raramente dormia mais de três horas por noite. Só apagava quando meu corpo não aguentava mais de exaustão.


De volta ao Brasil, tive um ataque de pânico no meio de uma sessão de fotos. Os termômetros cariocas marcavam 30 graus e eu tremia de frio no estúdio. Pedi uma pausa, mas a situação só piorava. Os músculos do meu corpo começaram a ter contrações involuntárias. A stylist conseguiu uma bacia de água quente e mandou que botasse os pés lá dentro. No mesmo minuto, meu corpo desarmou, como se derretesse. Era só o primeiro de outros tantos ataques de pânico que viriam em seguida. Nem sei de onde tirei forças, mas consegui terminar o trabalho. O cliente era antigo e pareceu compreender a situação. Mas nunca mais me chamou para nada.


Finalmente marquei um médico, que pediu exames de sangue. O resultado foi alarmante: meu TSH [hormônio que estimula a tireoide] estava tão baixo que era indetectável. Estava com hipertireoidismo, disfunção na tireoide oposta à que tinha antes que, em vez de desacelerar o metabolismo, deixa-o extremamente acelerado. Os sintomas já sabia de cor: perda de peso, sudorese, depressão, pele ressecada, unhas e cabelos fracos, que caíam em tufos cada vez que me penteava. Desesperada, passei por oito endocrinologistas em um intervalo de um ano e meio. Os primeiros me mandaram tomar Rivotril ‘para não incomodar ninguém’. Outros, dependendo do dia em que ia visitá-los, receitavam remédios para perder ou aumentar o apetite. Em uma semana, chorava sem parar e não conseguia pregar o olho. Na seguinte, ficava absolutamente apática. Nesse perío­do, meu peso chegou a ter variações de 7 quilos em sete dias. ‘Alicia embuchou’, diziam pelas costas. ‘Cresceu e ficou gorda.’ Ninguém me chamava mais para nada.

Meu corpo parecia derreter. Era um ataque de pânico”


Sozinha, observei meu corpo e descobri que o inchaço ficava controlado se alternasse a dose do remédio. Até que finalmente encontrei uma médica que me ouviu com paciência e decidiu aprofundar o tratamento. Foram oito meses em que continuei engordando e emagrecendo rapidamente – sem contar outros efeitos horríveis, como taquicardia (não podia andar depressa nem fazer sexo) –, mas a doutora Carolina Mergulhão finalmente conseguiu ajustar a dosagem do medicamento. Numa ida a Cascavel, tive uma crise de ansiedade e corri para a sala em busca de ajuda. Meu pai estava lá sozinho e não tive outro jeito a não ser pedir socorro a ele. ‘Acho que vou morrer’, disse. ‘Posso deitar no seu colo?’ Ele fez um sinal positivo com a cabeça e me aconcheguei em suas pernas. Ninguém disse nada. Não precisava. Dias depois, ele falou pela primeira vez que me amava. Aos poucos, voltei a dormir, trabalhar, viver. Hoje, reconheço
minha força e o poder de transformação que carrego em mim. E quando me dizem: ‘Como você está magra, ‘Como está linda’, respondo prontamente: ‘Regulei a tireoide’. Simples assim.”


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Cabelos: Experts ensinam 3 maneiras de modelar os cachos de forma natural

Gisele Bündchen e suas ondas desejadas (Foto: Getty Images)Gisele Bündchen e suas ondas desejadas (Foto: Getty Images)

O look do momento pede movimento, textura e cachos soltos. Para pegar essa onda, se você não tem aquela cabeleira de diva, apele para o babyliss, bucles e hashis. Para quem tem uma ondulação natural, a dica é soltar bem os cachos, para que os fios não fiquem parecendo molinhas. Há muitas técnicas e produtos para ajudar a cachear os cabelos. Veja as dicas dos experts em ondulados. 


1. Aplique uma loção definidora de cachos, divida o cabelo em quatro seções e torça uma a uma, usando o secador enquanto torce cada seção. Depois, solte e defina as mechas com as mãos, amassando e dando forma. Mas, antes de aplicar um produto de definição de cachos, é importante tirar 70% da água dos fios. Essa secagem pode ser tanto com a toalha quanto com o secador. Dica de Claus Borges, Artista Redken e hairstylist do Salão 1838, em São Paulo.


2. Um truque para definir os cachos: em vez dos dedos, usar hashis, aqueles palitinhos para comida japonesa, para dar movimento aos fios, sem perder a leveza. Mas para os cabelos em processo de crescimento, com aquele aspecto liso nas pontas e ondulado na raiz, o babyliss funciona melhor. Cachos feitos detrás para frente em diagonal dão aquele efeito Gisele Bündchen. Dica de Claus Borges, Artista Redken e hairstylist do Salão 1838, em São Paulo.


3. Uma técnica simples para cachear sem babyliss: enrolar mecha a mecha em uma escova de cabo longo e posicionar o secador sobre cada uma, de modo a deixar o cacho definido pelo calor. Mas, sem dúvida, o jeito mais fácil é apelar para o babyliss. Prefira o aparelho médio, que faz cachos nem muito abertos, nem tão fechados, como o look de Gisele Bündchen. Dica de Sandro Cassolari, do salão Cassolari’s, em São Paulo.


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